<?xml version='1.0' encoding='windows-1252'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3503856</atom:id><lastBuildDate>Sun, 11 May 2008 17:51:11 +0000</lastBuildDate><title>H@ VIDA DEPOIS DOS 40</title><description/><link>http://luiztarciso.net/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (tarciso)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>280</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-2747427247216007484</guid><pubDate>Tue, 06 May 2008 12:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-06T14:53:58.431-03:00</atom:updated><title>formigueiro</title><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Não é por falsa humildade que afirmo saber muito pouco entre todos os saberes, – é mera constatação. E mais, do pouco que sei, a maioria das coisas assustam ou esmagam por revelar o meu real tamanho diminuto. Formigo interiormente, formigam as minhas mãos, o sangue foge formigante nas veias. Me sinto uma formiga em lerdo movimento e vou arrastando um nada que pra mim é folha enorme tombando ora para lá ora para cá - refém do ondulante movimento ou sob o sopro de qualquer vento. Como ela, me lambuzo em doces e traço folhas verdes – mas também me diferencio pelo instinto carnívoro e soçobro à inclinação autodestrutiva me desmontando pensativo em muitas peças mentais que nem sempre se reencaixam. Isso, por vezes, faz de mim triste figura. Então suo, tremo e formigo. Mas, incansável igual a ela, vou insistindo quixotescamente e retomo a caminhada, vergado à folha da vez...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/05/formigueiro.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-4283788140064654007</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 00:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-03T09:50:32.491-03:00</atom:updated><title>bom dia</title><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quem me vê e enxerga uma imagem de pessoa equilibrada, não vê, contudo, o lastro da história que me trouxe até esse ponto da minha trajetória. Não, não estou pretendo vitimizar-me - apenas tento utilizar um processo indutivo para chegar a uma generalidade: um retrato atual revela apenas a superfície de alguma situação ou pessoa, não é o ser de alguém que ali se encontra revelado. A busca do equilíbrio pressupõe superações, risos e lágrimas, altos e baixos. A dor eventual é um lastro a garantir um tal equilíbrio. Quem não sofreu ou não sofre alguma dor ocasional? Há quem sofra diturnamente e há até quem cultive um tanto a própria dor. Longe de mim tal escolha, o que eu procuro é o linimento apropriado para cada circunstância causadora de sofrimentos. Procuro eu mesmo ser bálsamo para as pessoas que me rodeiam. Nem sempre o consigo, é certo. Mas continuo insistindo nas tentativas. Também já não me mantenho refém da culpa pelos erros cometidos, como não sucumbo ao canto da sereia dos elogios aos eventuais acertos. Alguma sapiência adquirida com o passar do tempo me ensina que o melhor para se viver bem é viver bem um dia de cada vez. A bíblia - a melhor referência humanística que conheço - o ensina: a cada dia basta o seu cuidado. Me esforço, pois, para ter um bom dia de vida a cada vez! Que bom se o foco de ao menos um olhar iluminar-se com mais estas linhas ainda tecidas no escorregadio limiar da pieguice intimista.</description><link>http://luiztarciso.net/2008/05/bom-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-3722942153938817757</guid><pubDate>Sat, 26 Apr 2008 14:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-26T11:36:11.667-03:00</atom:updated><title>camadas de escamas</title><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Neste processo existencial que é longo e trabalhoso, quisera tirar ao menos umas tres novas camadas que me envolvem. Seria tão bom não precisar ensaios e papéis. Melhor seria andar nu e sem vergonhas - tudo bem que isso seja apenas utopia pelo andar da carruagem da humanidade que ainda segue entre sorrisos, acenos educados e assentimentos. Mas ao menos para mim, na ilha desabitada dos meus pensamentos, sei muito bem quem sou - e confesso que já gosto do que vejo no espelho, - não pela estética desgastada dos anos, mas pela redução daquelas camadas mais frívolas erodidas pelo tempo. A concretude do real confere maior densidade ao ser liberto do excesso de hipocrisia asmaticamente sufocante. Apesar de algum cansaço da estrada, um sopro leve de liberdade me permite uma respiração mais regular...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/camadas-de-escamas.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-5932886169714322091</guid><pubDate>Tue, 22 Apr 2008 17:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-22T14:11:36.624-03:00</atom:updated><title>depois da curva</title><description>depois da curva inclinada&lt;br /&gt;que até pode ser a última&lt;br /&gt;se não se conhece o caminho&lt;br /&gt;ou talvez a retomada&lt;br /&gt;no vôo de fazer ninhos&lt;br /&gt;há que voltar pra casa&lt;br /&gt;sempre ao fim dos dias&lt;br /&gt;nenhum lugar é melhor&lt;br /&gt;nenhuma cama tão boa&lt;br /&gt;mergulhar sob as cobertas&lt;br /&gt;nas noites frias de outono&lt;br /&gt;onde os corpos trocam donos&lt;br /&gt;e sonham somente sonham&lt;br /&gt;sonhares alvissareiros...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/depois-da-curva.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-6072374363871983083</guid><pubDate>Tue, 15 Apr 2008 12:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-17T08:34:34.094-03:00</atom:updated><title>tique-taques</title><description>&lt;center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://luiztarciso.net/uploaded_images/relogiantigo-795138.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://luiztarciso.net/uploaded_images/relogiantigo-795133.JPG" width="100" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Alguma coisa no tempo me absorve em extenuante trabalho inútil da mente. O tempo passa. Na parede, quase desapercebido – meu relógio muito antigo marca sem saber essa passagem. É máquina, mas é personagem de uma história. Me lembro dos meus primeiros contatos com ele. Seus tique-taques monocórdios só pareciam interrompidos pelo badalar das horas cheias e de suas metades. Criança ingênua – a ingenuidade era minha companheira inseparável – eu via a alma do relógio e desde então eu já sabia que teríamos um caso de posse mútua. Tenho eu esse relógio ou será que ele me tem?! Não sei. Na verdade ele sempre marcou as minhas horas. Mesmo quando eu já não estava por perto e fui embora pra cidade. Primeiro a pequena e depois a grande. Meu relógio – que ainda não era – a esperar num compasso repetitivo e paciente. Tique-taque, tique-taque, tique-taque... Blemblom, blemblom, blemblom... Eram três horas da tarde. O sol a pino e um calor que Deus mandava. Os animais no pasto adivinhavam chuva relinchando, correndo, balindo, pastando. Eu chorava num canto sob o meu relógio... Imaginava febril as horas longínquas que nunca chegavam e que ainda não me deixavam partir. Parece que aquelas lágrimas tiveram o condão de acelerar o tempo que não passava e a partir de então, cada dia mais depressa ele foi passando e desgastando os infindáveis tique-taques do velho relógio pendurado. Anos depois, idas e vindas, depois de tantas mudanças o cansaço das viagens. Tanto quanto a mim ele me pareceu tão cansado da última vez que pude ouvi-lo noite adentro em seu balanço nostálgico e hipnótico... Se movia tão exausto e lento que ao clarear do dia seus ponteiros carcomidos amanheceram parados.  Quando o moderno celular me despertou olhei-o lânguida e longamente, mirando as figuras gastas de seu vidro amarelado pelo tempo. Um tristonho desalento me envolveu e não tive coragem de girar sua anacrônica manivela que o obrigaria retomar seus movimentos a demarcar meu tempo. Quedei-me absorto e deixei que permanecessem imóveis  seus ponteiros e badalo, e que se calassem os seus tique-taques...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/tique-taques.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-3848871135468840654</guid><pubDate>Sat, 12 Apr 2008 03:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-12T00:23:09.899-03:00</atom:updated><title>sorrisos</title><description>um sorriso não pensado&lt;br /&gt;faz o peso aliviado&lt;br /&gt;dá à vida mais prazer&lt;br /&gt;pensamento anuviado&lt;br /&gt;traz tormentas torrenciais&lt;br /&gt;e quem quer pensar demais&lt;br /&gt;perde o riso encantador...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/sorrisos.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-1650976046039723678</guid><pubDate>Tue, 08 Apr 2008 17:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-08T16:49:09.493-03:00</atom:updated><title>segredos</title><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Expandindo o pensamento anterior, quero explicitar melhor outras nuances daquilo que entendo por verdade. Ela é certamente a mais cobiçada virtude que almejo e cultivo. Entretanto engloba também meus segredos, sem os quais a privacidade - outra exigência vital - seria impensável e impossível. Não deixo de ser verdadeiro quando omito uma ou mais facetas da minha personalidade - especialmente quando não gosto delas ou quando a hipocrisia social as tem por condenáveis. Tenho impulsos, tendências, prepotências e mazelas em relação às quais não teria sentido sair por aí fazendo propaganda. Além daquelas coisas que definitivamente não convêm expor e revelar, existem defeitos para os outros que para mim são virtudes, mas que as regras da boa convivência recomendam que não se as propague, porque, admito - e é verdade, - aspiro também a aprovação social. Um exemplo é quando se tem consciência de possuir determinada qualidade sobre a qual em momento algum se deve pronunciar a respeito porque há uma convenção de que elogio em causa própria é vitupério. Não ficou claro?! Então deixa pra lá... mas é mais ou menos isso. Ser verdadeiro, pois, para mim, não significa viver virado ao avesso arrotando verdades inconvenientes. Ser verdadeiro é uma coisa interna que interessa ao indivíduo como pessoa e que, evidentemente, se torna manifesto em suas atitudes exteriores. Por isso, embora tendo um perfil mais transparente que misterioso, sei respeitar e conviver muito bem com os segredos - os meus e os alheios.</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/segredos.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-1453647619231144224</guid><pubDate>Mon, 07 Apr 2008 19:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-07T16:51:15.995-03:00</atom:updated><title>esforço verdadeiro</title><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Todo bom é íntegro e nem importa que se apresente em estilhaços, pedaços ou metades. A verdade é uma convicção certeira mesmo que ao fim se revele um engano e perca o conceito de verdade que lhe fora atribuído, mas a mentira não leva nenhum jeito para se tornar verdade. Há quem confunda engodo com verdade. Sabe, aquela mentira repetida à exaustão? Goebels, que foi ministro da propaganda de Hitler engendrou e utilizou uma tal estratégia. De concreto mesmo é que o falso até pode parecer verdadeiro, mas verdade jamais será. Então, se não é possível ser dono da verdade, ao menos é possível o esforço para ser verdadeiro. E esse esforço eu sempre faço porque a mim, creiam-me ou não, só apetece a verdade!</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/esforo-verdadeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-4320568024418968007</guid><pubDate>Wed, 02 Apr 2008 19:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-02T16:05:59.670-03:00</atom:updated><title>horizonte</title><description>Quando jovem perseguia crédulo o infinito e jurava em breve alcançá-lo. Maduro vivo ainda em seu encalço apesar de sabê-lo inalcançável e fugidio. O que não quero é ficar olhando para trás - também não quero mirar fixa e obsessivamente meu próprio umbigo. Melhor é caminhar sem pressas, toureando as intempéries, superando as inclemências e rudezas própria e alheias. Aspiro belezas pequenas como os perfumes passageiros e todas as coisas que aguçam o melhor dos meus sentidos. Minha contemplação sempre avança circular e concêntrica procurando envolver meus amigos, os entes queridos e todas as pessoas iluminadas que se achegam para construir pontes de afeto e amizade. Com elas ao meu lado quero caminhar sereno e com liberdade rumo ao horizonte que luz...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/04/horizonte.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-3094005116137405817</guid><pubDate>Fri, 28 Mar 2008 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-28T16:29:49.174-03:00</atom:updated><title>carrosséis</title><description>amalgamar as cinzas&lt;br /&gt;neste espremedor de idéias&lt;br /&gt;verdadeiro caudal de pensamentos&lt;br /&gt;a conspirar no vazio&lt;br /&gt;sem nenhuma inspiração&lt;br /&gt;retorno ao lugar confuso&lt;br /&gt;- nó de sortilégios -&lt;br /&gt;e de nada adianta&lt;br /&gt;é hora do crepúsculo&lt;br /&gt;adormecem os músculos&lt;br /&gt;despertam os delírios&lt;br /&gt;na saliva dos desejos&lt;br /&gt;merejam instantes de poesia&lt;br /&gt;mas é rebate falso &lt;br /&gt;balde d'água fria&lt;br /&gt;não passam de fantasmas&lt;br /&gt;no meu lusco-fusco vespertino...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/carrossis.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-4658385894819974965</guid><pubDate>Mon, 24 Mar 2008 18:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-24T15:55:59.248-03:00</atom:updated><title>sem leme</title><description>perscrutar as razões &lt;br /&gt;vã filosofia...&lt;br /&gt;mas o sentido mesmo&lt;br /&gt;só na poesia&lt;br /&gt;a dos sentidos&lt;br /&gt;desde o olhar noturno&lt;br /&gt;em toques lânguidos e à revelia&lt;br /&gt;cálido cheiro de romã&lt;br /&gt;a dissipar sabores &lt;br /&gt;ressoando nostalgia&lt;br /&gt;um sexto sentido&lt;br /&gt;esculpe na alma&lt;br /&gt;grávida melancolia&lt;br /&gt;que faz parir a escuridão&lt;br /&gt;na madrugada e à luz do dia</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/sem-leme.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-5596728138357611376</guid><pubDate>Fri, 21 Mar 2008 02:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-21T19:11:38.553-03:00</atom:updated><title>Feliz Páscoa e bom feriado</title><description>Respeito todas as opções religiosas e as opções não religiosas também, claro. Entendo que o mais importante é que não hajam intolerâncias ou fanatismos de quaisquer matizes. Respeitar a identidade alheia não significa anular a própria. Eu tenho uma religião - sou católico apostólico romano - participo das missas dominicais e nestes dias, em particular, participo das celebrações pascais que são as mais importantes liturgias católicas que se celebra. Todos os dias faço as minhas orações e busco uma sintonia com o sagrado que, para mim, traz o sentido último do existir. Gosto muito de uma cervejinha nos finais de semana para acompanhar um churrasco ou aquele almoço gostoso de domingo. Mas na quaresma, período que vai da quarta-feira de cinzas até o domingo dé páscoa, eu fico sem me deleitar com esse meu pequeno prazer. Parece pouco. E é. Pelo menos dois efeitos salutares isso me traz: ajuda a moderar o hábito da bebida e a superar o impulso imediatista do prazer. Quando chega a Páscoa celebro a vida e brindo com meus entes queridos com direito a um prato saboroso, uma cervejinha gelada e um pouco de chocolate que ninguém é de ferro. Então a todos os cristãos que me lêem desejo uma Feliz Páscoa, aos demais desejo um bom feriado!</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/feliz-pscoa-e-bom-feriado.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-6071586137044180267</guid><pubDate>Mon, 17 Mar 2008 14:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-17T11:34:39.789-03:00</atom:updated><title>verbo surdo</title><description>no verso da palavra há um estopim incendiário&lt;br /&gt;que pede água imaginária e afoga seu rastilho&lt;br /&gt;então se recomeça um outro ciclo perdulário&lt;br /&gt;revisitando palavras estopins e águas em delírio&lt;br /&gt;será que não transcende esse imanente sanguinário&lt;br /&gt;esse desejo incinerante submerso e carmesim?!&lt;br /&gt;me engarrafo tamponado no silêncio&lt;br /&gt;meus olhos ficam tão grudentos ...&lt;br /&gt;de onde estou vindo, pra onde estou indo?!&lt;br /&gt;antepassados produziram morticínio&lt;br /&gt;que vaticinam rancoroso odor de morte&lt;br /&gt;o medo camuflado nas manchetes dos pasquins...&lt;br /&gt;enfrentamento e fuga&lt;br /&gt;eros e tanatos&lt;br /&gt;fato inconteste nesta raiva machucada&lt;br /&gt;imotivada e agreste&lt;br /&gt;deambulando em pleno cativeiro&lt;br /&gt;rubra escarlate em seu cheiro &lt;br /&gt;nessa instância amordaçada até o fim...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/verbo-surdo.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-161566318883704688</guid><pubDate>Fri, 14 Mar 2008 13:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-17T11:46:05.315-03:00</atom:updated><title>hmmmmmm</title><description>&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/luiztarciso/2105229525/" title="hmmmm.... por luiztarciso, no Flickr"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2018/2105229525_63ef759160_b.jpg" width="320" alt="hmmmm...." /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;As coisas simples também costumam ser muito mais gostosas de saborear, além de serem saudáveis, vistosas e bem fáceis de fotografar... E ainda tenho na memória afetiva e gustativa o sabor deste arroz de forno que degustei lá pelas bandas de Salvador na companhia de pessoas das mais generosas, acolhedoras e amáveis que conheço... E precisa, - à mesa, - alguma coisa melhor que isso?!...&lt;br&gt;&lt;br /&gt;PS.: Um dos comentários deste post é do &lt;a href="http://avulsoss.blogspot.com/"&gt;Fabiano&lt;/a&gt; e ele me elegeu também, além da &lt;a href="http://biazinhafrusca.blogspot.com/"&gt;Biazinha&lt;/a&gt; que já o fizera anteriormente, como blogueiro que sabe comentar. Claro que é uma satisfação ter esse reconhecimento agora duplicado! Então, resta agradecer aos dois pela gentileza do selo a mim conferido. Obrigado amigos!&lt;center&gt;&lt;a href="http://blogueirosquesabemcomentar.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://i241.photobucket.com/albums/ff34/henriquezoviske/blog/comentar.png"/ width="100px"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/hmmm.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-6386634336624602710</guid><pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-13T15:00:40.103-03:00</atom:updated><title>cinzas do cautério</title><description>aproximei os lábios ao cautério&lt;br /&gt;num beijo longo e demorado&lt;br /&gt;unindo as duas partes interpostas&lt;br /&gt;nada restou de voz - vivo calado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproximei meus olhos do cautério&lt;br /&gt;em masoquista olhar descontrolado&lt;br /&gt;queimou-se córnea e íris - a menina&lt;br /&gt;só vejo as labaredas do passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproximei meu dedos ao cautério&lt;br /&gt;numa carícia longa e demorada&lt;br /&gt;uni os cinco dígitos da mão&lt;br /&gt;fugi das manipulações travado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproximei o peito ao cautério&lt;br /&gt;pulsando um coração descompassado&lt;br /&gt;frigiu numa fusão arrependida&lt;br /&gt;e derramou seus magmas cansados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproximei a mente ao cautério&lt;br /&gt;num pensamento louco acabrunhado&lt;br /&gt;fundi idéias, derreti o cerebelo&lt;br /&gt;agora arrasto os chinelos desvairado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me aproximei inteiro do cautério&lt;br /&gt;em chamas, brasas vivas inflamadas&lt;br /&gt;me consumi buscando a redenção&lt;br /&gt;mas só restaram cinzas espalhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;(ps.: texto readaptado do meu original por aqui publicado em 25/05/03)&lt;/small&gt;</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/cinzas-do-cautrio.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-3589735915304603501</guid><pubDate>Tue, 11 Mar 2008 11:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T09:00:55.505-03:00</atom:updated><title>aquém do além</title><description>toda situação tem dois lados - no mínimo&lt;br /&gt;nem sempre, mas às vezes ambos são bons&lt;br /&gt;ou poderiam ser se os olhássemos sem medos&lt;br /&gt;pra todo mundo tudo acaba no fim&lt;br /&gt;mas algumas pessoas nem começam&lt;br /&gt;porque se acabam muito cedo&lt;br /&gt;cultivando dores anônimas&lt;br /&gt;assumindo andores estranhos&lt;br /&gt;carregando os vasos sem as flores&lt;br /&gt;na vida é preciso mais&lt;br /&gt;é preciso crer&lt;br /&gt;buscar a rota perdida&lt;br /&gt;apreciar a música&lt;br /&gt;e o silêncio&lt;br /&gt;saber andar, correr e também a hora de parar&lt;br /&gt;um &lt;em&gt;pit stop&lt;/em&gt; não é exclusividade da fórmula 1&lt;br /&gt;quem não se dá um tempo&lt;br /&gt;pode não encontrar-se&lt;br /&gt;e ninguém pode perder de vista&lt;br /&gt;a si mesmo&lt;br /&gt;pois quem não consegue gostar-se&lt;br /&gt;não gosta de mais ninguém&lt;br /&gt;a vida é bela&lt;br /&gt;o sol colore as paisagens&lt;br /&gt;e algo grandioso espera além&lt;br /&gt;a todo o que vive bem&lt;br /&gt;ou faz o seu esforço para tal&lt;br /&gt;diuturnamente&lt;br /&gt;aqui no aquém</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/aqum-do-alm_11.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-6209044102412334006</guid><pubDate>Mon, 10 Mar 2008 17:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-10T14:07:10.394-03:00</atom:updated><title>pernoite</title><description>na calada&lt;br /&gt;soava rouca a tua voz &lt;br /&gt;e a cada vez &lt;br /&gt;que ecoava meu silêncio&lt;br /&gt;podíamos ouvir&lt;br /&gt;teu riso cristalino&lt;br /&gt;a acender meus olhos de menino&lt;br /&gt;como se estivessem noutro tempo&lt;br /&gt;a noite avançava sem pressa&lt;br /&gt;mas não medíamos as horas&lt;br /&gt;fomos vencidos pelo sono&lt;br /&gt;os sons se foram extinguindo&lt;br /&gt;nossos corpos dormitantes&lt;br /&gt;em suave torpor sob os lençóis&lt;br /&gt;nenhuma idéia ou projeto de amanhã&lt;br /&gt;abandonados à pertença mútua&lt;br /&gt;na leveza insustentável de um momento&lt;br /&gt;perdido numa noite qualquer&lt;br /&gt;amostra expressiva&lt;br /&gt;do terno encontro das vigílias&lt;br /&gt;fiel retrato de uma vida &lt;br /&gt;íntima ao par &lt;br /&gt;depois do sol se por&lt;br /&gt;e até o novo dia despertar</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/pernoite.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-771050571496002601</guid><pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-07T09:11:04.665-03:00</atom:updated><title>quatro décadas depois...</title><description>estas noites e suas nostalgias&lt;br /&gt;refém de olhares suplicantes&lt;br /&gt;revejo em sonhos velhas madrugadas&lt;br /&gt;me lembra o violão e aquela voz suave&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;éramos poucos e fiéis&lt;br /&gt;nas noites de sexta rodopiávamos&lt;br /&gt;nas pistas, nas festas e coquetéis&lt;br /&gt;à cata de aventuras inocentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no máximo alguns excessos etílicos&lt;br /&gt;e no sábado as ressacas matinais&lt;br /&gt;afora isso tudo era tão tranquilo&lt;br /&gt;leve clarão no céu de azul profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tantas indefinições então no horizonte&lt;br /&gt;tínhamos cabelos longos, calças jeans&lt;br /&gt;ingênuas crianças de sonhos adultos&lt;br /&gt;ouvíamos raul, beatles e bee-gees&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;não éramos melhores ou piores&lt;br /&gt;que os garotos dos dias atuais&lt;br /&gt;diferia a moda, a malícia, os interesses&lt;br /&gt;mas em algo éramos iguais &lt;br /&gt;éramos jovens</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/quatro-dcadas-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-620610664432147501</guid><pubDate>Thu, 06 Mar 2008 12:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-06T11:40:56.104-03:00</atom:updated><title>infusões</title><description>no território das sensações&lt;br /&gt;a volúpia dos enganos&lt;br /&gt;escolta tua pele desnuda&lt;br /&gt;retardando a iminência&lt;br /&gt;da lava em ponto de explosão&lt;br /&gt;até o momento inadiável&lt;br /&gt;de sublime instinto&lt;br /&gt;que antecipo e sinto&lt;br /&gt;nos planos da emoção&lt;br /&gt;em teus braços submerso&lt;br /&gt;perco a clareza no verso&lt;br /&gt;e me inundo de paixão&lt;br /&gt;num mergulho denso &lt;br /&gt;esmoreço&lt;br /&gt;e minha identidade difusa&lt;br /&gt;se desvanece na tua&lt;br /&gt;jazem gotas singulares&lt;br /&gt;no plural &lt;br /&gt;dessa fusão</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/lavas-e-fuso.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-82743412678986001</guid><pubDate>Wed, 05 Mar 2008 11:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-06T10:20:21.659-03:00</atom:updated><title>reconfigurações</title><description>o coração &lt;br /&gt;terra tão perto&lt;br /&gt;planeta deserto&lt;br /&gt;gira e translaciona&lt;br /&gt;quem sou&lt;br /&gt;face inexpressiva&lt;br /&gt;nesse plano&lt;br /&gt;junto meus pedaços &lt;br /&gt;regenerando a figura&lt;br /&gt;entre ansiedade e fissura&lt;br /&gt;procuro o que há de melhor&lt;br /&gt;no imediato e no futuro&lt;br /&gt;que tragam as nuvens&lt;br /&gt;mansas chuvas de outono&lt;br /&gt;irradiando ao peito&lt;br /&gt;luzes em meu sono&lt;br /&gt;em dias de sol&lt;br /&gt;e noites de luar...&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;PS.: Não tenho muita afinidade com selos, memes e quetais do universo blog - mas não pude resistir ao carinho da minha sobrinha mais recentemente conquistada, a &lt;a href="http://biazinhafrusca.blogspot.com/"&gt;Biazinha&lt;/a&gt; e vou publicar o elogioso mimo em forma de selo com que ela me elegeu. Então, lá vai...&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://blogueirosquesabemcomentar.blogspot.com/"&gt;               &lt;img src="http://i241.photobucket.com/albums/ff34/henriquezoviske/blog/comentar.png"/ width="100px"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/pgina-em-construo.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-8630466363510481062</guid><pubDate>Mon, 03 Mar 2008 01:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-02T22:35:24.346-03:00</atom:updated><title>promessa de outono</title><description>deslizo no silêncio musicado&lt;br /&gt;a mente é capaz dessa harmonia&lt;br /&gt;bailo completamente estático &lt;br /&gt;e rodopio num salão imaginário&lt;br /&gt;condutor e conduzido &lt;br /&gt;musa e dançarino alado&lt;br /&gt;voamos sem limites&lt;br /&gt;lado a lado &lt;br /&gt;até um ponto do infinito&lt;br /&gt;algum lugar sagrado&lt;br /&gt;aonde o pensamento nos levar...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/03/promessa-de-outono.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-4749033475358762273</guid><pubDate>Thu, 28 Feb 2008 14:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-28T11:13:33.844-03:00</atom:updated><title>índole amistosa</title><description>Uma índole que se incorporou ou que sempre fez parte do meu ser me arrasta a fazer as escolhas vitais. Das menores às mais relevantes. Desde o mais trivial ato de acordar e decidir levantar ou continuar na cama até a decisão de demissão ou permanência no emprego, mudança ou continuar morando na mesma cidade ou entre aceitar desaforos e chutar o balde.&lt;br /&gt;Um centro decisório pessoal tem nessa minha índole - que me faz ser o que sou – o seu critério.&lt;br /&gt;Entre tantos tipos humanos, há pessoas acomodadas, pessoas incomodadas e pessoas inconstantes. Vivo na tensão contínua entre acomodação e o incômodo que isso me faz sentir. Ajo, pois. Mas uma ação lenta, gradual e com vistas ao longo prazo. Inconstante não sou. Definitivamente. E não gosto de gente inconstante que ora está de um jeito ora de outro. Uma vez todo sorrisos e na outra, cara virada. Ora amistoso, ora hostil. Em gente assim nunca creio no sorriso estampado pois antecipo a ameaça velada escondida entre os dentes que tenderão a ranger avante.&lt;br /&gt;Não há segurança em relacionamentos desse naipe. Fujo. O bom mesmo são as pessoas que despertam sempre ora o entusiasmo ora a solidariedade, quer sorriam quer vertam lágrimas. Entusiasmo e solidariedade sempre nos impulsionam para frente e para o alto. E só mesmo em gente acolhedora, positiva e entusiasta vale a pena investir confiança e amizade!</description><link>http://luiztarciso.net/2008/02/ndole-amistosa.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-2052067207518538654</guid><pubDate>Thu, 21 Feb 2008 13:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-22T08:47:49.815-03:00</atom:updated><title>monólogo</title><description>Passei da casa dos 50... nessa aventura perdi pedaços importantes de mim, mas a vida enxertou novas vidas em minha estória. Nunca estou só - não ao menos completamente. Caminho por caminhos navegados e descortino horizontes novos os quais sempre me vejo a desbravar. É verdade que acordo muitas vezes interrompendo muitos dos melhores sonhos... mas nada que uma boa cochilada não os permita resgatar. Estou aqui e faço parte de um momento raro da humanidade - único para mim e meus contemporâneos. Quiçá me leiam no futuro - que pelo menos eu mesmo o faça. Quem sabe as minhas letras imortalizem uma parte de mim. Aquela parte que ousou expressar-se e deixar registradas impressões que o tempo costuma dissipar... De todo modo, é preciso viver. E se é bela a vida, bom é exprimir os momentos marcantes: sejam os de maior deleite bem como os de aflições, incertezas e ansiedades - sempre na certeza que a alegria deve prevalecer e suceder a cada um destes momentos de tensão que se experimenta no decorrer de uma existência...&lt;br /&gt;Que a vida possa fluir livremente, em planos feitos ou acasos, - mas que amadureça e frutifique até o seu ocaso!</description><link>http://luiztarciso.net/2008/02/monlogo.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-4443004510618767549</guid><pubDate>Wed, 13 Feb 2008 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-14T08:41:41.490-02:00</atom:updated><title>tsunamis</title><description>Após um arrastão de sentimentos confusos que por vezes nos invadem corpo, mente e alma, sobra apenas uma clareira no meio de uma densa floresta interior repleta de pigmeus. Estes serezinhos espionam descaradamente a nossa mente confusa e saem contando a todo mundo quem na realidade somos. Na verdade eles não falam - são mudos - mas dirigem holofotes reveladores sobre os nossos pontos mais sombrios. Tá certo que ninguém fala dessas coisas, fingindo que não existem dores escondidas e que homem que é homem não chora... As vezes são necessários muitos anos pra que a coragem nos ajude a retomar certos eventos e só então encará-los de frente. Aí, como se diz, as águas já rolaram e não há muito por fazer a não ser rir de tudo aquilo que, quando aconteceu, tantos males nos causou. O riso é de fato um grande remédio. Uma de suas qualidades é que nos ensina a não levar tudo tão a sério na vida. Claro que não são lições muito fáceis no momento mesmo em que nos estão sendo ministradas - no meio de lágrimas e ranger de dentes. Mas a gente cresce - não necessariamente amadurece, - e inevitavelmente ficamos mais velhos. Aí você se olha no espelho e não consegue acreditar que aquele cara ali na sua frente já passou dos cinquenta. Parece que foi ontem que tudo começou mas, na melhor das hipóteses, mais da metade já ficou para trás. O que me parece estranho é que mesmo depois dos inúmeros pequenos tremores ou dos raros grandes tsunamis da vida - ainda me sinto aquele mesmo rapazinho que já não aparece mais na minha frente quando o procuro no espelho...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/02/tsunamis.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3503856.post-897554809379375157</guid><pubDate>Tue, 12 Feb 2008 12:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-12T11:03:22.852-02:00</atom:updated><title>culpa</title><description>A culpa é sorrateira. Estamos no mesmo ringue há cinquenta anos e, embora nunca tenha me levado a nocaute, também nunca me dá tréguas. Às vezes tenho motivos para defrontar-me com ela e outras vezes dá o maior trabalho tentar advinhar o porquê da nossa rinha. Nem sempre há um. Já fiz terapia, fui no centro espírita, consultei o seu vigário... nada! Quando tudo está perfeito, mesmo assim me assedia com seu riso cínico, como a dizer - "pensa que vai ficar assim é?!"... Quando piso na bola de verdade, então, ah como a dita me espezinha! Pensei que na maturidade eu a venceria, mas parece que ela se tornou mais maliciosa e arrogante - ainda mais sutil e poderosa, ao ponto de eu não conseguir derrubá-la como sempre pretendia. Tenho que admitir - é uma companheira de longa data e vai ser parceira de aturar por toda a vida...</description><link>http://luiztarciso.net/2008/02/culpa.html</link><author>noreply@blogger.com (tarciso)</author></item></channel></rss>