Algumas pessoas supõem que o Papa João Paulo II revogou o mandamento eclesiástico sobre o Dízimo já que a redação dos mandamentos da Igreja aparece no Novo Catecismo da Igreja Católica de forma diferente do que era anteriormente conhecida e o quinto mandamento que antigamente dizia “Pagar os dízimos segundo o costume” passou a ter a seguinte redação: “Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades”, recordando com isso aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades.

O Catecismo é dirigido aos fiéis de toda a Igreja Católica e a realidade eclesial é muito variada e inserida nas culturas dos diversos continentes e países onde se encontra. Por isto as suas leis ou mandamentos são redigidos de uma forma genérica, ou seja, seus mandamentos obrigam a todos os católicos naquilo que é o mínimo essencial quanto à sua obrigação de participação nas liturgias, nos deveres sagrados e na sua responsabilidade quanto ao sustento material da Igreja e de seus ministros.

Olhando, pois atentamente à nova redação dos 5 Mandamentos da Igreja, nota-se que eles não sofreram qualquer mudança que reduzisse o seu sentido original e, logo, que a obrigação de contribuir para com a Igreja quanto às suas necessidades materiais não foi revogada, antes, foi explicitada de maneira ainda mais abrangente. Assim, não é correto afirmar que o Dízimo foi revogado pelo novo Catecismo da Igreja Católica, especialmente se o bispo na sua diocese e o pároco na sua paróquia recomendam o Dízimo como a forma privilegiada para que os fiéis atendam às necessidades materiais da Igreja particular ali presente.

Portanto, o dizimista fiel que cumpre os 10 Mandamentos da Lei de Deus e os 5 Mandamentos da Igreja, não apenas por cumprir uma obrigação legal mas por amor a Deus, à sua Igreja e aos irmãos, pode ter a sua consciência tranquila quanto à sua condição de dizimista na comunidade, pois para ele, quanto à sua solidariedade para com as necessidades da Igreja, é isto o que Deus quer, é o que a Igreja prescreve e é o que o seu coração generoso pede.

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Respostas de 34

    1. Em tempo: Dízimo não pode ser obrigação ou imposição. Pode e até deve ser um compromisso.Quando institucional se torna imposto, literalmente.
      Um inadimplente do dízimo não pode ser impedido de comungar, como acontece… Quem sabe o que ou o quanto faz pelo próximo ou pela própria igreja a seu modo?
      Somos, em relação ao Multiverso, o mais fino grão de pó cósmico e isso é apenas a mínima representação da grandeza do Altíssimo. Ele NÃO precisa de dízimos para salvar ou condenar… A igreja sim, precisa. Mas para seguir evangelizando.

  1. O papa banil a palavra dízimo para evitar a imposição de taxacáo como já estava ocorrendo em em algumas paróquias inclusive a minha em Juiz de Fora com a cobrança dos 10% o que muito magoou a comunidade.Coisa de Protestante.

  2. Deus nos dá 100%. Ajudar a igreja com o dízimo é correto e obrigatório como diz o CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. Seja dizimista sempre 👍🏻

    1. Prezado Cleber
      Agradeço sua manifestação de apoio ao Dízimo no artigo “O Dízimo foi revogado pela Igreja?” publicado em meu site sobre o Dízimo Católico. Prefiro entender o Dízimo como recomendação e não como mandato obrigatório – apesar da obrigação do fiel em ajudar a Igreja em suas necessidades. Mas não é em todas as comunidades católicas que o Dízimo está implantado e neste caso o fiel encontrará outras formas de contribuir para as necessidades da Igreja.
      Saudações fraternais.
      Tarciso

    1. Prezada Dalva
      Agradeço suas palavras elogiosas a respeito do artigo “O Dízimo foi revogado pela Igreja?” publicado em meu site sobre o Dízimo Católico. Que Deus abençoe a ti e aos irmãos de tua comunidade.
      Saudações fraternais.
      Tarciso

  3. O Dízimo foi criado para alimentar a tribo de Levi, que foi separada para adorar a Deus e não podia trabalhar. Quem dava o Dízimo naquela época era quem plantava ou criava animais. Para quem plantava tinha que dar 10% do que colhia e que quem criava animais, tinha que dar o décimo animal (Ex: se ele tinha 9 animas, o décimo animal tinha que entregar ao sacerdote), essa era a lei de Moisés. O Dízimo NÃO era dinheiro! No livro de Malaquias, Deus está falando para o Sacerdotes, que estavam pegando o melhor para eles, roubando a Deus. Quando Jesus nasceu, Ele estava debaixo da lei, Jesus não devolveu o Dízimo, por que Ele não estava na classe de pessoas que cultivava a terra e nem criava animais. O Dízimo foi criado PARA os Judeus, e NÃO para os Gentios ( toda pessoa que NÃO é Judeu). Após a crucificação de Jesus, vivemos pela Graça: nem os Judeus e principalmente os Gentios precisam devolver o Dízimo (alimento e animais e não dinheiro). Os Gentios (que não são Judeu) nunca precisaram devolver o Dízimo!!! Porque então o que o Dízimo em forma de dinheiro veio parar hoje em dia nas igrejas? Leia a historia nesse site e vai entender melhor: http://www.santovivo.net/gpage143.aspx – Hoje NÃO precismos devolver o Dízimo, e sim ofertar, conforme o que Espírito Santo colocar no seu Coração. Se você quer devolver o Dízimo, fique a vontade, ninguém vence Deus no dar! A Paz!

    1. Caro Dim Oliveira
      Como você deve saber, a Igreja Católica não fundamenta a prática do Dízimo segundo a Lei Mosaica, mas mediante a legislação eclesiástica. Assim é que a redação do quinto mandamento da Igreja, só recentemente alterada pelo Novo Catecismo da Igreja Católica – de forma textual dizia “Pagar os dízimos segundo os costumes”, ficando com a nova redação instando o fiel a “Ajudar a Igreja em suas necessidades”. A nova redação do quinto mandamento não elimina a possibilidade das paróquias manterem o Dízimo como vem sendo praticado nas múltiplas Igrejas Particulares e que foi resgatado pelas XII e XIV Assembleias Gerais da CNBB respectivamente em 1967 e 1974 – com recomendações para que fosse implantado em todas as Dioceses do Brasil, em substituição ao sistema de taxas que até então vigia.
      Chamar a contribuição dos católicos de Dízimo não é um pecado e nem uma transgressão legal, como certo grupo católico de cunho conservador e viés reacionário, com o qual o seu texto parece se identificar, insiste em condenar. Claro que também não o seria se o termo utilizado fosse outro qualquer.
      No dia em que os bispos brasileiros se posicionarem contra a prática do Dízimo ou mudarem a sua nomenclatura – só então este site procederá aos necessários ajustes, em obediência à Igreja e não a opiniões embasadas em textos bíblicos que não são aqui invocados como fundamentação.
      Como informo na página de entrada deste site – a sua finalidade não é a de polemizar com quem tem concepções distintas a respeito do Dízimo Católico – por esta razão a minha resposta se deu em respeito à sua opinião crítica com a qual divirjo mas que acolhi e publiquei – contudo, por aqui encerro qualquer possibilidade de réplicas ou tréplicas.
      Saudações
      Luiz Tarciso Souza

  4. luís Tarciso vc tá fazendo um ótimo trabalho,dízimo na íntegra significa dez por cento ,mas também pode ser definido como imposto,ou taxa,gostei muito de seu site ,é muito esclarecedor,,só naoconsigo entender a agressividade de algumas pessoas,,que se acham donas da verdade,houve uma época que os reis cobravam taxas de 10%do povo ,por isso,desde muito tempo a igreja prefere não cobrar o décimo,não esqueçam o que jesus disse:a sua igreja na pessoa de s.pedro:o que ligares na terra serál ligado no céu,portanto a igreja tem autoridade ,para se pronunciar,o que escrevi vai desagradar muita gente,mas,como diz são Paulo,se quisesse agradar aos homens,não seria servo de cristo,se vc não é católico de a sua opinião,mas,com caridade!!!!

    1. Prezado Roberthy
      Agradeço sua manifestação a respeito de artigo publicado em meu site sobre o Dízimo Católico.
      Que Deus abençoe a ti e aos irmãos de tua comunidade.
      Saudações fraternais.
      Tarciso

    1. Prezado Davi
      Agradeço sua palavra de elogio a conteúdo publicado em meu site sobre o Dízimo Católico.
      Que Deus abençoe a ti e aos irmãos de tua comunidade.
      Fraternais saudações.
      Tarciso

  5. Não existem, dízimo católico nem dízimo protestante na verdade não existe dízimo. Essa prática é do Antigo Testamento, é da Lei de Moisés e foi abolida.A promulgação pelo Papa Bento XVI alterando e subtraindo a palavra dízimo do 5º Mandamento da Igreja Católica,confirma mais ainda que o dízimo não existe. Vamos parar de hipocrisia e deixar essa prática ultrapassada para os Evangélicos e seus pastores gananciosos,ou estão querendo ser iguais a eles.Devemos contribuir sim,mas cada um de acordo com suas possibilidades,(este é o mandamento) .O resto é apenas resto.

    1. Sr Hailton Moraes
      O direito de pensar, concordando ou discordando, é universal. Contudo, a presunção de ser dono da verdade ainda não se constitui em Verdade – isto vale para mim e também para o senhor. O Dízimo, entretanto, é uma realidade de fato que existe e está presente na maioria das 251 Arquidioceses e Dioceses brasileiras – agrade isto ou não à sua opinião e vontade.
      A expressão “Dízimo Católico” foi a forma escolhida para uso neste site para distingui-la da concepção veterotestamentária presa a um percentual fixo – quando, na Igreja Católica, o fiel dizimista doa de forma espontânea um percentual do todo que de Deus recebe, segundo o impulso do coração e não segundo a aritmética percentual dos dez por cento. Da mesma forma que alguém pode se decidir livremente por não ser dizimista, aquele que em sua liberdade resolve assumir a prática do Dízimo pode se decidir por retribuir com 10%, 5%, 3%, 1% ou qualquer outra proporção. A definição percentual ajuda a comunidade a ser organizar em vista da evangelização – atividade que é parte constitutiva de sua missão essencial.
      Quanto à revogação da Lei Mosaica, parece que o senhor não atentou à afirmação de Jesus em Mt 5, 17: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição”.
      Não tenho a pretensão de adentrar em uma polêmica estéril e ficar trocando farpas no espaço do meu site que uso com a finalidade da conscientização dos fieis católicos sobre a importância da Pastoral do Dízimo. Não será aos meus sessenta anos de idade e depois de 25 anos de uma prática como dizimista que os argumentos agressivos que o senhor expressa mudarão minha opinião e conduta. Continuarei mantendo o meu site nos moldes atuais, na expectativa de ser minimamente útil à Igreja.
      Saudações.
      Luiz Tarciso

      1. Você diz “o fiel dizimista doa de forma espontânea”? Essa pastoral do “dízimo” tem que suprimir esse termo e escolher outro. Porque “dízimo”, significa 10% e não tem fuga (e é isso que se quer implantar, não tenham dúvida). Ora, onde existe dízimo, existe imposto e, onde existe imposto, não há doação, muito menos caridade. A pastoral do dízimo transforma seus dizimistas em mentirosos, pois num final de contas, ninguém mesmo paga 10% da sua renda à Igreja. Isso nunca existiu na Igreja Católica, basta ler a Carta de São Paulo aos Hebreus em toda a sua extensão, ele é claro em afirmar que Cristo na Cruz aboliu de todas as tradições, dízimos e costumes judaicos. Tanto criticamos os Edir Macedo da vida sobre a questão do enriquecimento pela exploração das pessoas pela exigência do dízimo, e essa erva daninha ainda continua sendo espalhada em território sagrado – a Igreja Católica. Essas pastorais são cegas, fanáticas e comumente agressivas contra as pessoas que expressam a verdade a respeito do dízimo, ou seja, de que não existe nem nunca existiu na Igreja. Não fazem por ingenuidade, mas por má-fé mesmo!

        1. Prezado Mariano
          Somos livres para sermos ou não dizimistas na Igreja Católica, por isso a expressão “espontânea” em relação ao ato de oferecer o dízimo. O senhor diz que estas pastorais são cegas, fanáticas e comumente agressivas contra pessoas que expressam a verdade a respeito do dízimo e afirma que há má-fé em quem a apoia e aprova. Suas palavras sim estão eivadas de agressividade. Em todo caso deixo ao juízo dos demais leitores a sua opinião aqui livremente expressa. Não vou entrar em uma polêmica estéril e não publicarei eventuais réplicas ou tréplicas.
          Saudações
          Luiz Tarciso

      2. Luiz Tarcisio, o dizimo era obrigatorio para a naçao de Israel para o sustento dos levitas, que vivia debaixo da lei de Moises, essa lei foi abolida e cumprida em Cristo Jesus, Hebreus cap. 7 diz que o sacerdocio levitico foi mudado para o sacerdocio de cristo, e mudando-se o sacerdocio muda-se tambem a lei. Hebreus 7;11,12,13.
        Efesios 2;14,15,16 é claro ao falar que a lei mosaica foi abolida, tambem colossenses 2,14,15.
        Quando voce cita Mateus 5;17, onde Jesus diz que não veio abolir a lei, mas cumprir, voce não entendeu o sentido das palavras do mestre. Ele disse que a lei não passaria ate que tudo se cumprisse, e a lei de fato cumpriu em Cristo, Ele cumpriu toda a lei, e esta mesma lei foi encravada na cruz, com a sua morte terminou a lei, veja Efesios 2:14,15.
        De forma que o novo testamento, iniciou com a morte de Jesus , conforme Hebreus 9;16,17, e no novo testamento não existe ordem para dizimar, mas ofertar e ser generoso com quem precisa.
        A igreja catolica sabe disso e agora passou a reconhecer isso, conforme o catecismo assinado por Bento XVI em 2005.

        1. Prezado Roberto
          Não há lei para que o católico seja dizimista, o que existe é uma recomendação para aqueles que quiserem contribuir com a sua comunidade de fé através do Dízimo – uma retribuição que poderia ter qualquer outro título – mas que também nada impede que seja assim chamada.
          Estou certo que o irmão participa concretamente de sua comunidade de fé, inclusive do ponto de vista financeiro – e certamente também creio que não sente prazer em impedir que os dizimistas também o façam. Não consigo entender o porque de tanta celeuma sobre a questão legal que não é invocada pelos que consideram o dízimo uma forma adequada de participação nas necessidades concretas da Igreja.
          Saudações
          Tarciso

          1. O DÍZIMO NÃO É UMA FORMA ADEQUADA PARA ATENDER AS NECESSIDADES DA IGREJA.O DÍZIMO É 10%,PORTANTO É IMPOSTO.
            O SR.INSISTE EM DEFENDER ESSA PRÁTICA JUDAICA, REJEITADA HÁ 2000 ANOS PELOS APÓSTOLOS.

    2. VOCÊ TEM QUE LER MAIS A BÍBLIA PARA TERCE SUAS CONSIDERAÇÕES,JESUS NÃO ABOLIU NADA ELE SÓ CUMPRIU TUDO QUE O SEU PAI O DESIGNOU ATÉ MESMO O DIZIMO , PROCURE NA SUA BÍBLIA SE É QUE VOCÊ TEM, DISSE JESUS DAI A CESAR O QUE É DE CESAR É A DEUS OQUE É DE DEUS,VOU TE DÁ UMA DICA ESTÁ NOS EVANGELHOS,O MEU POVO ERAM POR NÃO CONHECER AS ESCRITURAS.

      1. Prezado Elieser
        Concordo, todos devemos não apenas ler, mas praticar os ensinamentos contidos na Bíblia. Na minha humilde medida, estou tentando fazer a parte que me compete – com muitas falhas, é verdade – mas continuarei insistindo, contando sempre com a graça de Deus.
        Fraternais saudações.

        Tarciso

        1. Transcrevo o texto da segunda carta de S. Paulo aos Corinthios e acrescento um versículo do Evangelho de S. Lucas no qual o evangelista refere que Jesus não rejeita o dízimo – ao contrário – o indica, desde que revestido da justiça e do amor de Deus.

          “Não fazemos como Moisés, que cobria o rosto com um véu para que os filhos de Israel não fixassem os olhos no fim daquilo que era transitório. Em consequência, a inteligência deles permaneceu obscurecida. Ainda agora, quando lêem o Antigo Testamento, esse mesmo véu permanece abaixado, porque é só em Cristo que ele deve ser levantado. (2Cor 3, 13-14). [Paulo se referindo à compreensão que os judeus tinham ao lerem o Antigo Testamento).

          “Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas (grifo nosso).” (Lc 11, 42 – idem Mt 23,23)

          1. Transcrevo outra versão 2 corintios 3.13,14

            E não somos como Moisés,que punha um véu sobre a sua face,para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o FIM daquilo que era transitório.
            Mas os seus sentidos foram endurecidos.Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento,o qual foi por cristo ABOLIDO.

            Sobre a Lei:

            – Porque o fim da Lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê (Rom.10.4)
            – Agora,porém libertados da Lei,estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos de modo que servimos em novidade de espírito e não na CADUCIDADE DA LETRA.(Rm.7.6)
            – De maneira que a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo,a fim de que fôssemos justificados por fé (Gl.3.24)
            – Portanto por um lado,se revoga a anterior ordenança,por causa de sua fraqueza e inutilidade.(Hb.7.18)
            – Assim,meus irmãos,também vós morrestes relativamente à Lei,por meio do corpo de Cristo,para pertencerdes a outro,a saber,àquele que ressuscitou dentre os mortos.(Rm7.4)
            – E é evidente que pela Lei ninguém será justificado diante de Deus,porque o justo viverá da fé(Gl.3.11)
            – Cristo nos resgatou da maldição da Lei,fazendo-se maldição por nós(Gl.3.13)
            – Não anulo a graça de Deus,pois,se a justiça é mediante a Lei,segue-se que morreu Cristo em vão(Gl.2.21)

            – Porque se torno a edificar aquilo que destruí,constituo-me a mim mesmo transgressor.(Gl.2.18). (Paulo se referindo a lei mosaica)

            Resumo: O dízimo foi instituido pela Lei(Hb.7.11). Hoje não vivemos sob a Lei e sim pela graça de Cristo.Somos livres.Foi para liberdade de Cristo nos libertou.Não faz mais sentido ordenança de dízimo.

            Quanto a Lc.11.42 e Mat.23.23,o texto mostra que Jesus censurava os fariseus hipócritas, que eram obrigados por Lei a dar dízimos,mas não observavam o mais importante dela, o juízo a misericórdia e a fé.A Lei ainda estava em vigor .Jesus ainda não havia cumprido plenamente sua missão, estava vivo e era judeu, ainda sob a Lei.Não era mandamento nem aprovação de Jesus e nem poderia ser, porque era Lei e deveria ser cumprida.

            Quanto a Mt.5.17 mostra o texto que Jesus não veio abolir a Lei até que tudo se cumprisse.Ele cumpriu na sua morte de cruz e ressurreição.A lei evangélica dá pleno cumprimento aos mandamentos da Lei.

            Espero ter esclarecido o que acho a respeito do dízimo e espero com isso que as pastorais cumpram as determinações do 5º mandamento da igreja católica,abolindo de vez com este termo como fez o Papa Bento XVI. Não sou contra as pastorais,mas sim ao dízimo.

          2. Não reconheço a validade de uma interpretação fundamentalista conferida aos textos da Sagrada Escritura e muito menos concordo com a afirmação de que o Antigo (não se diz mais o Velho) Testamento foi abolido por Cristo – não é este o pensamento da Igreja Católica, como se pode ler do Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Dei Verbum, nº 16, a respeito da unidade dos dois Testamentos, mesmo considerando-se a excelência do Novo em relação ao Antigo. Esta afirmação tampouco está de acordo com o Evangelho pois o próprio Jesus afirmou “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado” (Mt 5, 18).
            Ademais, nenhum texto do meu site se fundamenta na legislação mosaica para justificar a prática do Dízimo na Igreja Católica, – onde existe tal prática ela é autorizada pela legislação eclesiástica que regula entre outros assuntos, as questões de manutenção em cada diocese. Nas dioceses em que existe a prática do Dízimo – isto não é estabelecido como ordenança – mas como organização pastoral, e a retribuição do dizimista se dá em natureza espontânea e voluntária e não impositiva. Quanto à alteração da redação do quinto mandamento da Igreja «prover as necessidades da Igreja, segundo os legítimos usos e costumes e as determinações», promulgado no Catecismo da Igreja Católica pelo papa João Paulo II (nº 2043 – cf. http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s1cap3_1949-2051_po.html), este novo texto não significou a revogação do Dízimo que é uma forma concreta do fiel ajudar a Igreja em suas necessidades e é uma prática presente nos usos e costumes da maioria das dioceses do Brasil. Não tenho notícias de que um dos bispos destas dioceses, a partir da nova redação do quinto mandamento, tenha revogado o Dízimo como prática pastoral em suas respectivas Igrejas Particulares. A própria CNBB já se pronunciou oferecendo orientações sobre as diversas formas de contribuições dos fieis que, sem ser exclusivo, indica o dízimo como a primeira destas formas (cf. http://www.cnbb.org.br/documento_geral/%28Doc%29DiretrizesCNBBContrfieisFINAL.pdf).
            Se estou em comunhão com os bispos, sucessores dos apóstolos, não vejo onde necessito modificar a compreensão que tenho do dízimo católico que publico neste site, e que ao meu ver está em completa sintonia com a legislação eclesiástica da Igreja Católica.
            E aqui coloco um fim nesta polêmica estéril, tendo em vista que nenhum de nós vai abandonar suas respectivas posições a favor e contra a prática do Dízimo. Doravante não publicarei mais qualquer réplica sobre a presente questão – afinal, este é um espaço que há 20 anos tenho utilizado com a finalidade de divulgar a prática do Dízimo na Igreja Católica – tendo inclusive recebido o incentivo de diversos padres e outras lideranças católicas. Se o prezado opositor quiser continuar contestando minhas publicações, que faça uso dos recursos canônicos da Igreja para obstar esta divulgação que faço em boa fé e por acreditar firmemente estar fazendo o bem e não o mal à Igreja.

    3. Tenho sido abençoado em minha vida financeira desde quando comecei a ser dizimista, na verdade aprendi sobre ser dizimista ha muitos anos atras com a minha falecida mãe, que tinha sua fé em Deus dentro da Igreja Evangélica. Eu vim de formação da Igreja Católica, casei-me na Igreja Católica, mas por milhares de motivos acabei deixando de comungar com os irmãos. Não fui mais na igreja, nem protestante, nem católica, nem pentecostal, infelizmente estava longe da presença do Pai. Mas Deus cuidou, sofri muito, passei dificuldades, e se não fosse o Pai das Luzes não estaria digitando esse texto. Sou fruto de milagres sim, devo e quero crer que o joelho em terra de finada Hilde, foi ouvido nos céus. Hoje após anos retornei a Igreja, estudo Bíblia, participo do grupo de orações, faço parte da vida da comunidade. Como aprendi sobre dizimo (com mamãe), conversei com o padre da comunidade e disse a ele que faria a devolução do meu dizimo (assim aprendi, dizimo não se paga, se devolve) , e seria de 10% de todo valor que passasse pelas minhas mãos, ele me disse fique a vontade. Passei esse Espirito para minha esposa, que também decidiu crer ( não em mim), mas nas escritura ( Malaquias capitulo 3 versículos 8 ao 11 ( Pode o homem enganar o seu Deus? Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas. 9. Fostes atingidos pela maldição, e vós, nação inteira, procurais enganar-me. 10. Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário. 11. Para vos beneficiar afugentarei o gafanhoto, que não destruirá mais os frutos de vossa terra e não haverá nos campos vinha improdutiva – diz o Senhor dos exércitos ) ). Essa passagem me ensinou que Deus me dá até o direito de PROVA-LO, isso mesmo, “Fazei a experiência – diz o Senhor dos exércitos – e vereis se não vos abro os reservatórios do céu..” Pois bem sou fiel, nada tem me faltado, minha família é abençoada financeiramente, meus filhos tem uma boa formação, caminha na luta pela realização profissional. Ontem 19/10 assistindo uma Missa no Youtube, vi o Homem de Deus Pe. Moacir Anastácio , de Brasilia em sua Homilia, pregando sobre dizimo, concordo em gênero numero e grau, apenas discordo que Deus ira “tomar” o Dizimo, penso eu que sou leigo, que Deus apenas deixa de proteger o ataque dos “devoradores”. Em resumo se não for fiel a devolução dos 10% Deus não ira proteger os 90% que fica em minhas mãos, assim damos uma brecha enorme para satanás nos atacar na vida financeira. Segue o link do vide-o ( http://www.youtube.com/watch?v=-BzCzCzCTA0 ). Em resumo vou continuar agindo essa minha fé. Fiquem na Paz que Jesus os iluminem sempre. Paz de Cristo amados.

      1. Prezado Reinaldo
        Sinto-me honrado por receber o seu relato no qual se vê o testemunho de um dizimista fiel. Embora a Igreja Católica não fundamente a prática do Dízimo com base nos textos do Antigo Testamento, certamente o texto do profeta Malaquias é inspirador para aqueles que desejam praticar com fidelidade a devolução do Dízimo. Como dizia o saudoso papa recentemete canonizado, São João Paulo II, “Deus não se deixa vencer em generosidade” e, assim, quanto mais nos doamos a Deus – mais Ele também se doa a nós de múltiplas formas. Recebemos continuamente as bençãos da saúde, da harmonia e da paz – e daí todos os aspectos de nossa vida – inclusive o aspecto financeiro – permanecem equilibrados. O Dizimista fiel não devolve o seu dízimo como semente para colher mais depois – o dizimista consciente sabe que recebe tudo de Deus e se alegre em devolver uma parte para que a Igreja possa realizar a sua missão evangelizadora, fraterna e missionária.
        Que Deus abençoe a ti e aos irmãos de tua comunidade.
        Fraternais saudações.
        Tarciso

  6. Dízimo na bíblia é sinónimo de alimento. Ver DT 14. Outra coisa, podia citar o texto do catecismo sff.

    1. Prezado Francisco
      Agradeço sua manifestação em meu site sobre o Dízimo Católico. Mais importante que ser sinônimo de alimento, o Dízimo é uma resposta do fiel que corresponde à orientação divina de colocar em comum a décima parte do que de Deus recebe. Entendo que o Dízimo também se refere ao tempo e aos talentos humanos, além de sua materialidade que se expressa através dos alimentos, fruto do trabalho humano. Seguindo sua sugestão, fiz o ajuste no texto que estava abreviado para que a citação do quinto mandamento ficasse como está no Catecismo da Igreja Católica.
      Saudações fraternais.
      Tarciso

  7. Caro amigo,
    Aqui é um leigo,um dizimista menor na minha comunidade. Estou lutando para elaborar um trabalho : “DÍZIMO, ASSUNTO POLÊMICO”,gostaria de vê-lo ai no seu site. Ele vai causar polêmica,porque o católica converte o coração a cada pregação carigmática que ouve e participa,mas o bolso é o ultimo a converter. Na carteira dele a sempre um disputa entre a nota grande e a de menor valor,quem sai primeiro.Sempre as menores não querem sair,mas o dono as arranca e as coloca no cesto das ofertas.As grandes só saem da carteira para os prazeres da carne. É uma Polêmica entre a carne e a alma até o juiz final,mas ai só Deus..
    Abraços,AQUINEL

    1. Caro Aquinel
      Agradeço a mensagem postada em meu site sobre o Dízimo Católico. Como já tive oportunidade de responder em duas oportunidades anteriores a esta mesma questão – não posso me comprometer a publicar um material cujo teor desconheço. Ademais, não é intenção deste site provocar ou estimular polêmicas sobre a interpretação do Dízimo – a intenção é ajudar na conscientização dos fieis católicos sobre a natureza do dízimo e a sua necessidade para que a Igreja possa seguir evangelizando com renovado ardor missionário.
      Fraternais saudações.
      Tarciso

  8. a igreja fala pouco dos dez mandamentos da lei de Deus e quase nada dos mandamentos da igreja, talvez seja por isso que alguns detalhes como o dízimo por exemplo é tão pouco conhecido, e agora com a nova versão do quinto mandamento ficou ainda pior, pois ficou parecendo isenção

    1. Vicente
      Agradeço a manifestação de sua opinião sobre conteúdo do meu site sobre o Dízimo Católico. Que Deus abençoe a ti e aos irmãos de tua comunidade.
      Saudações Fraternais.
      Tarciso

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