
Résteas de sua luz atravessam a grade protetora formada por combalidas árvores centenárias e invadem o recinto desrespeitando também a fragilidade translúcida das vidraças. O sol brilha lá fora… Já repeti essa frase milhares de vezes mas o astro rei não se abala à esta constatação – apenas brilha. Também não se amofina quando seu calor emanado fica abrasante demais ou quando a claridade que emite nos ofusca os olhos.
A luz que entra pela janela… tema recorrente e impertinente. Afinal a luz e as sombras não se cansam de alternadamente lamber a nossa pele – o que nos faz envelhecer – embora ao pretexto desgastado de que é o passar dos anos que torna isso inevitável.
Mais de vinte mil dias já vivi e destes, noventa por cento foram bastante ensolarados porque as sombras mais densas chegam só ao anoitecer. Estranho, portanto, a palidez branquela da minha pele – é que mesmo idolatrando a sua luz, fujo a qualquer custo da exposição inglória às inclemências do seu tórrido calor.
E como brilha o sol nesta manhã!…
Caro Tarciso
Nem sempre consigo, mas também fujo do nosso querido sol. Não tenho vocação para lagarto. Hehehe.
Teu comentário acerca do JC foi como uma luz sobre minha “indignação” com o comportamento dele. Está, para variar, corretissima tua análise.
Sobre tua coluna, escreve pro meu email que te dou umas dicas de como lidar com essas dores. Passe alguns detalhes sobre a localização e o tipo da dor, se é intermitente, constante, como uma queimação, sensível ao toque, em que momento do dia se manifesta, etc. Te ajudo como puder, mesmo à distância.
Abraço do Wladi